Grupo de Economia da Energia

Posts Tagged ‘British Petroleum’

Acidentes ambientais, segurança operacional e custos da exploração offshore

In petróleo on 16/04/2012 at 00:15

Por Edmar de Almeida  e Helder Consoli

Ao longo da história da indústria do petróleo, verifica-se a necessidade de que as empresas que atuam no setor avancem suas atividades do upstream em direção a novas fronteiras de exploração. Neste sentido, observa-se a trajetória da indústria que iniciou suas atividades de exploração em terra e, a partir do final dos anos 1930, no mar. A escassez do petróleo implica que as empresas busquem tal matéria-prima em condições geológicas mais complexas.

A medida que a indústria evolui sobre estas novas fronteiras de exploração, os desafios tecnológicos se modificam e os riscos da atividade aumentam e se tornam evidentes, enquanto as demandas tecnológicas não são perfeitamente atendidas. Deste modo, é necessário que o ambiente institucional, correspondente ao momento da indústria, se adapte a estes novos desafios de maneira a permitir que a exploração e produção de petróleo ocorram em níveis de segurança adequados, evitando acidentes, danos ao meio ambiente e à sociedade. Continue lendo »

The future of biofuels VIII: The contrasting strategies of major oil companies and the future of the bio-economy

In biofuels on 04/07/2011 at 00:30

By José Vitor Bomtempo

The recent Ethanol Summit organized by UNICA in São Paulo, on June 6th and 7th, it seemed to be an interesting event for the line of reasoning that we have developed this series of articles. In some way, the Ethanol Summit addressed clearly – for the first time, I guess, in a relevant event in Brazil – the issue of industry of the future. Of course, many subjects of specific interest for Brazilian ethanol industry were highlighted and addressed in most, but some plenary sessions and meetings on Future and Technology addressed issues not so urgent.

Due to the Ethanol Summit, we propose a change in this blog that seems to be consistent with what we have developed: no more talk about biofuels of the future but we will talk about he new industry which includes in addition to biofuels, bio-products, biorefining and other bios that may arise. How should we name this industry?   As initial suggestion we have chosen bio-economy, which seems pretty comprehensive. Thus, we can say that the Ethanol Summit has provided a discussion of a number of questions related to the development of bio-economy worldwide and particularly in Brazil. In fact, all the videos of conference and plenary sessions can be watched here.

We will highlight in this article the plenary session O futuro do petróleo e o papel dos biocombustíveis (The future of oil and role of biofuels). The plenary session brought together executives from four major oil companies on biofuels: BP, Petrobras, Shell and Total. Continue lendo »

The future of biofuels V: Shell and BP’s strategies

In biofuels on 25/10/2010 at 00:30

By José Vitor Bomtempo

In previous article, we discussed the nature of competition and innovation in biofuels. In the classification proposed, the essential issue was a basic distinction between competition within the existing industrial structure – ethanol and biodiesel – and the competition in what we call biofuels and bioproducts industry of the future – new biofuels and bioproducts. In the first case, we have typical competition based on positioning according to Porter. A competitor becomes competitive upon finding a favorable position within the existing industrial structure.  In the second case, the industrial structure is not established yet, and the basis of competition is Teece capabilities building that seek make feasible opportunities for innovation and shaping the new industrial structure.

It is also important to note that the first-generation biofuels industry conversion technologies are available to investors from accessible external sources such as engineering/technology companies and equipment manufacturers. In the biofuels industry of the future – based on innovation in new feedstocks, new processes, new products – a fundamental change is to move the source of technology into the companies; thus, the technology tends to be much more advanced in bioproducts of the future and, therefore, owned. Continue lendo »

O futuro dos biocombustíveis V: as estratégias de Shell e BP

In biocombustíveis on 25/10/2010 at 00:15

Por José Vitor Bomtempo

Na postagem anterior, discutimos a natureza da competição e da inovação em biocombustíveis. Na classificação que propusemos, o ponto fundamental era a distinção entre a competição dentro da estrutura industrial existente – etanol e biodiesel – e a competição no que denominamos indústria de biocombustíveis e bioprodutos do futuro – novos biocombustíveis e bioprodutos. No primeiro caso, temos tipicamente uma competição baseada no posicionamento à la Porter. Um competidor se torna competitivo ao encontrar uma posição favorável dentro da estrutura industrial vigente.  No segundo, a estrutura industrial ainda não está estabelecida e a base da competição é a construção de capacitações (capabilities building à la Teece) que buscam viabilizar as oportunidades de inovação e moldar a nova estrutura industrial.

É importante ainda notar que na indústria de biocombustíveis de primeira geração as tecnologias de conversão estão disponíveis para os investidores a partir de fontes externas acessíveis como as empresas de engenharia/tecnologia e fabricantes de equipamento. Na indústria de biocombustíveis do futuro – baseada em inovação em novas matérias primas, novos processos, novos produtos – uma mudança fundamental é o deslocamento da fonte de tecnologia para dentro das empresas, isto, a tecnologia tende a ser muito mais sofisticada nos combustíveis do futuro e conseqüentemente proprietária. Continue lendo »

O balanço do vazamento de petróleo no Golfo do México

In petróleo on 23/08/2010 at 00:16

Por Thales Viegas

Passados 87 dias o vazamento de óleo no Golfo do México do poço danificado Macondo (MC-225) foi plenamente interrompido pela primeira vez no dia 15 de julho de 2010, quando a última das três válvulas do gigantesco funil foi fechada. A BP injetou lama e cimento pela boca do poço para tampá-lo. Ela ainda está terminando de perfurar a galeria auxiliar para selar (por baixo) o MC-225 por meio do poço de alívio. Após várias tentativas o desafio de vedar o poço avariado deve ser superado.

Além de danos ambientais o acidente vem causando prejuízos financeiros à empresa. A tabela abaixo resume o acidente em números. Do total de petróleo derramado apenas 20% foi recuperado, ainda que a operação de resposta tenha sido de grandes proporções como apontam os dados. A área costeira afetada abrangeu cinco estados e motivou milhares de pedidos de indenizações, além das multas que podem ultrapassar US$ 17,6 bilhões caso se comprovem as acusações de negligência grave da BP. Para fazer frente a tantas despesas, a BP provisionou um gasto de cerca de US$ 32 bilhões, o que a fez planejar a alienação de ativos na mesma ordem de grandeza, situados basicamente na América do Sul e do Norte. No segundo trimestre de 2010 a BP registrou prejuízo recorde mesmo aumentando a sua receita em 30%. Assim, a empresa informou que poderá voltar algum dia e extrair petróleo do MC-252, que era um projeto lucrativo. Acredita-se que o reservatório abaixo dele ainda contenha hidrocarbonetos avaliados em US$ 4 bilhões. Continue lendo »

The accident in the Gulf of Mexico and its consequences for the World Oil Industry

In oil on 05/07/2010 at 00:28

By Helder Queiroz

Over the last decade, the global oil industry (GOI) was strongly affected by the changes observed: i) asset configuration due to transactions of mergers and acquisitions; ii) market conditions, with changes in supply and demand structures; and iii) regulatory frameworks of the main producing countries.

Over the past five years, in particular, there was a major change in economic conditions of GOI: high international prices that reached the level of US$ 145 per barrel, after a long period of relatively low prices (below US$ 28 in 1986-1998).

Despite the hard drop recorded in July 2008 causing a new price level around US$ 60-80 per barrel and the reduction in global demand in 2009 due to the downturn in world economic activity, factors of uncertainty are present regarding the future expansion of production capacity. Continue lendo »

O acidente do Golfo do México e seus desdobramentos para a Indústria Petrolífera Mundial

In petróleo on 05/07/2010 at 00:15

Por Helder Queiroz

Ao longo da última década, a indústria mundial do petróleo (IMP) foi fortemente alterada pelas mudanças observadas: i) na configuração patrimonial decorrente do grande movimento de fusões e aquisições; ii) nas condições de mercado, com mudanças nas estruturas de oferta e de demanda; e iii) nos marcos regulatórios dos principais países produtores.

Nos últimos cinco anos, em particular, foi registrada a principal transformação nas condições econômicas de contorno da IMP: a elevação dos preços internacionais que alcançaram o patamar de US$ 145 por barril, após um período longo de preços relativamente baixos (abaixo de US$ 28 no período 1986-1998).

Não obstante a forte queda registrada a partir de julho de 2008 que resultou em um novo patamar de preços em torno da faixa US$ 60-80 por barril e da redução da demanda mundial, em 2009, decorrente da retração da atividade econômica mundial, fatores de incerteza ainda permanecem com relação à expansão futura da capacidade de produção. Continue lendo »

Acidente em plataforma operada pela BP e iniciativas de contenção do vazamento

In petróleo on 21/06/2010 at 00:30

Por Thales Viegas

No dia 20 de abril de 2010, a explosão em uma plataforma de petróleo no Golfo do México (EUA) matou 11 pessoas. Desde então, o vazamento de hidrocarbonetos da formação rochosa não foi controlado. Os 1.500 metros de profundidade do poço em relação à lâmina d’água dificultam o controle do derramamento de petróleo. A plataforma Deep Horizon era de propriedade da empresa Transocean, mas estava sendo operada pela BP – formalmente conhecida como British Petroleum. A princípio a BP estimou o vazamento em mil barris de petróleo por dia. Dias depois ela já admitia que a vazão pudesse ser de pelo menos 5 mil barris/dia, o equivalente a 800 mil litros. Valor que também foi adotado pelas autoridades americanas. À época outros cálculos indicavam valores para a vazão que variavam entre 12 mil e 95 mil barris/dia. Continue lendo »