Grupo de Economia da Energia

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Nuclear para reduzir emissões: ter ou não ter, eis a questão

In energia, energia nuclear on 09/05/2018 at 14:27

Por Renato Queiroz

Renato052018As mudanças climáticas e a segurança energética, em uma era de transitoriedade, delimitam as decisões no estabelecimento de políticas públicas energéticas, mecanismos regulatórios, investimentos no setor de energia, pesquisas acadêmicas, entre outros. O contexto de transitoriedade cria incerteza e, sob essa tônica, o exercício de planejar o futuro deve considerar como condição necessária a inovação (QUEIROZ, 2010). A velocidade das mudanças pode ser de tal ordem que o estado de permanência das tecnologias que movimentam os negócios fique cada vez menor. Os ambientes fabris estão sendo impulsionados a tomarem decisões com poucas margens de erros e com rapidez; como um arqueiro que permanece em uma mesma posição, em um breve tempo, mirando o alvo certo antes de disparar a flecha.

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. William Shakespeare

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Setor elétrico: lições estratégicas da China para o Brasil 

In energia elétrica on 23/08/2017 at 00:15

Por Renato Queiroz

“Se quer plantar para poucos dias, plante flores. Se quer plantar por muitos anos, plante uma árvore. Se quer plantar para a eternidade, plante ideias.” Proverbio Oriental. 

 O atual século reflete o rápido desenvolvimento estratégico da política energética da China. Os investimentos em energia sob um cunho geopolítico chinês incluem projetos energéticos, parcerias e aquisições de empresas em países ao redor do mundo, fortemente na América do Sul e sobretudo no Brasil. A China, hoje, é um peso pesado no setor de energia global com um menu diversificado de fontes energéticas na sua matriz: petróleo, gás, carvão, nuclear, eólica e solar.

Esse país, seguindo sua meta estratégica, mesmo sob uma pressão mundial de diminuição das emissões de CO2, produz e consome muito carvão. Essa fonte responde por cerca de 60% de sua matriz energética, contra 25% para a média mundial. Assim, por consequência, a China também é campeã da poluição do ar. A qualidade do ar em certas cidades chinesas é muito ruim. Mas para que o crescimento econômico fosse acelerado, como ocorreu nas últimas décadas, o suprimento energético para atender à industrialização talvez tenha sido propositalmente planejado, sem priorizar as consequências maléficas em relação ao clima do planeta e até mesmo em relação à saúde de sua população. Parece que foi uma tática que o país, em uma primeira fase, programou: crescimento econômico com altas taxas do PIB, uma forte industrialização e utilizando fontes energéticas tradicionais. Continue lendo »