Grupo de Economia da Energia

Posts Tagged ‘mercado internacional de GNL’

A evolução dos contratos no mercado internacional de GNL

In gás natural, GNL on 18/04/2018 at 00:15

Por Yanna Clara Prade

Yanna042018Historicamente, os contratos de GNL foram estabelecidos em uma configuração de longo prazo com indexação ao preço do petróleo, incluindo cláusulas de restrição ao redirecionamento de cargas e percentuais de no mínimo 90% de take-or-pay. Eram contratos necessários para a indústria nascente, dado que forneciam garantias tanto para os poucos vendedores e compradores, como viabilizavam os custosos investimentos da nova indústria.

O mercado de GNL hoje se encontra em um momento interessante de sua evolução. Além do crescimento do número de países importadores e exportadores, os EUA estão iniciando sua participação como exportadores de GNL e a perspectiva é que este se torne um dos três maiores players do mundo, junto com Catar e Austrália. Ademais, a própria evolução da indústria levou a criação e fortalecimento dos mercados spot e de curto prazo, que trazem uma nova dinâmica à comercialização de GNL. Continue lendo »

Perspectivas da demanda de GNL mundial e no Japão frente à evolução da energia nuclear

In energia nuclear, GNL on 29/02/2016 at 00:15

Por Niágara Rodrigues (*) e Renato Queiroz

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) adverte que se, em 2050, 80%[1] da eletricidade no mundo não for de baixo carbono a meta de um aumento máximo de 1,5°C na média da temperatura do planeta não será alcançada. E as consequências apontadas pelos especialistas em mudanças climáticas trazem preocupações. Nesse contexto, determinadas fontes consideradas de “transição” para uma economia de baixo carbono vão cumprir o papel de gerarem energia para movimentar o desenvolvimento econômico mundial.

Em um cenário global há duas fontes que são apontadas como fortes participantes da geração de eletricidade nesse período de transição juntamente com as fontes renováveis: o GNL (Gás Natural Liquefeito) e a geração nuclear. Certamente há diferentes realidades entre os diversos países, mas nas análises globais essas são as fontes que disputarão maiores fatias de investimentos, juntamente com as fontes renováveis.

A energia nuclear é uma alternativa aos combustíveis fósseis na produção de eletricidade e vem experimentando uma expansão importante nos últimos anos. Em 2014, a energia nuclear foi a quarta fonte mundial geradora de eletricidade, a qual contribuiu com cerca de 11% do fornecimento de eletricidade no mundo de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA). Continue lendo »

O mercado de GNL do futuro: risco ou oportunidade para o Brasil?

In gás natural, GNL on 21/09/2015 at 00:15

Por Yanna Clara

yanna092015O mercado de gás natural brasileiro depende fortemente de importações. Em 2014, o gás importado totalizou 52% da oferta nacional, resultado bastante influenciado pelo despacho contínuo das térmicas que vem ocorrendo desde 2012. As importações são provenientes principalmente da Bolívia, mas o Gás Natural Liquefeito (GNL) vem assumindo papel importante no suprimento do energético.

A perspectiva é que a importação de GNL no Brasil se intensifique, devido a incertezas quanto ao futuro do fornecimento de gás boliviano com o término do contrato em 2019, assim como a incertezas do gás proveniente do Pré-Sal. Com o GNL se firmando no mercado energético brasileiro, torna-se crucial uma avaliação da posição do Brasil dentro do contexto internacional.

A atual configuração do mercado internacional de GNL e tendências para o futuro

O gás natural corresponde a aproximadamente 25% da demanda energética mundial, dos quais 10% são supridas via GNL. O GNL cresceu mais do que qualquer outra fonte de gás natural do mundo – uma média de 7% ao ano desde 2000, o que resultou em uma perspectiva de maior integração e flexibilidade para importantes mercados mundiais (IGU, 2015).

Atualmente, existem 38 plantas de liquefação de gás natural em 21 países. O Oriente Médio possui a maior parcela da capacidade de liquefação mundial, com 34% do total, sendo 25% proveniente somente do Qatar, o maior exportador do energético no mundo. Continue lendo »