Grupo de Economia da Energia

Vídeos e podcasts do GEE

In energia on 23/03/2021 at 11:41

Os vídeos do Grupo de Economia da Energia (GEE) podem ser encontrados no YouTube no Canal IE – UFRJ na playlist “Grupo de Economia da Energia” e os podcasts no GEE Energia em todos os agregadores. Clique nas imagens abaixo e assista os últimos vídeos disponíveis. Clique na versão em áudio e ouça o podcast.

As Petroleiras e a Transição. Versão em áudio.

Por Que a Gasolina em São Paulo é mais Barata do que no Rio de Janeiro. Versão em áudio.

Crise hídrica: Flertando com o Desastre. Versão em áudio.

A Indústria de Gás Natural no Mundo em 2020. Versão em áudio.

Privatização da Eletrobras: A Crise Contratada. Versão em áudio.

A Bioeconomia e as Oportunidades para a Agenda de Inovação no Brasil. Versão em áudio.

As Sanções Americanas e a Indústria Petrolífera Venezuelana. Versão em áudio.

As Lições do Desastre elétrico no Texas. Versão em áudio.

Por Que a Indústria de Gás no Brasil Não Decolou e Nem Vai Decolar Com a Nova Reforma. Versão em áudio.

Implicações geopolíticas do processo de transformação energética: analisando o impacto da demanda por minerais críticos

In energia on 23/09/2021 at 20:51

William A. Clavijo Vitto

A transição energética de baixo carbono está dando lugar a um processo de transformação estrutural sobre os sistemas de produção e consumo de energia, sem precedentes desde a primeira revolução industrial, trazendo consigo diversas implicações de tipo técnico, econômico, social e político que, inevitavelmente, deverão contribuir na reconfiguração da geopolítica dos recursos naturais nos termos em que é entendida hoje.

Embora as rotas tecnológicas que dominarão essa transição ainda não tenham sido totalmente definidas, e, portanto, seja impossível predizer de forma concreta todos seus impactos geopolíticos, algumas tendências que estão sendo observadas no setor permitem discutir sobre mudanças que deverão se acelerar nos próximos anos. Nesse quesito, a difusão das novas fontes de energia renováveis associadas ao paradigma da eletrificação e as perspectivas positivas sobre o aumento na participação destas tecnologias nas matrizes de energia, abrem a porta para a realização de algumas estimativas. 

Apesar de existirem visões otimistas sobre o impacto positivo da introdução das novas renováveis sobre a estabilidade do sistema internacional, a dinâmica das cadeias produtivas por detrás do desenvolvimento dessas opções tecnológicas levanta questões que impedem descartar a geração de novos fatores de tensão entre Estados. Entre essas questões, destaca-se a necessidade de refletir sobre o impacto que a aceleração na difusão dessas fontes de energia trará sobre a demanda por minerais críticos.

À diferença dos combustíveis fósseis, as novas renováveis são intensivas em recursos minerais. A modo de exemplo, a fabricação de carros elétricos demanda seis vezes mais insumos minerais do que carros convencionais. No âmbito das tecnologias de geração, a fabricação de uma usina eólica offshore requer nove vezes mais recursos minerais do que uma planta de geração a gás natural com a mesma capacidade de geração (IEA, 2021). 

Transição Energética: Como as companhias petrolíferas estão se preparando para atuarem numa economia de baixo carbono

In petróleo on 05/09/2021 at 22:20

Carlos Felipe G. Lodi[1]

No início de agosto de 2021, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou um relatório preparatório para a COP26, a realizar-se em Glasgow em novembro deste mesmo ano, considerando cenários que indicam, com mais de 50% de probabilidade, que o limite de temperatura de 1,5ºC acima da era pré-industrial poderá ser atingido até 2040, uma década antes das suas previsões anteriores.

Tal constatação provocará os governos dos países signatários do Acordo de Paris a anteciparem e reforçarem as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), com impactos maiores ainda do que os previstos sobre o setor energético mundial e, em particular, sobre as companhias petrolíferas, uma vez que essa indústria, ao longo de toda a sua cadeia de valor, é responsável por cerca de 53% das emissões no planeta.

O propósito deste artigo é apresentar um panorama geral atualizado das estratégias que vêm sendo adotadas pelas principais companhias petrolíferas no contexto da transição energética e trazer elementos para uma reflexão sobre a velocidade com que está se dando a sua transformação para atuarem competitivamente numa economia de baixo carbono, vis-à-vis à adoção das tecnologias inventariadas pela IEA (International Energy Agency) e pela IRENA (International Renewable Energy Agency).

A análise se baseia nos movimentos estratégicos de grupos de empresas, cujas estratégias individuais foram estudadas detalhadamente e consolidadas pelos autores que constam nas referências. Convencionalmente, as companhias petrolíferas são divididas em quatro grupos: as integradas internacionais (International Oil Companies – IOCs), as independentes, as estatais nacionais (National Oil Companies – NOCs) e as estatais internacionais (International National Oil Companies – INOCs).