Grupo de Economia da Energia

O setor elétrico brasileiro: caminhando por interesses que afetam a segurança de abastecimento

In energia elétrica on 05/12/2020 at 14:04

Renato Queiroz

A transição energética para um mundo com economias de baixo carbono é um desafio, talvez um dos maiores neste século, que a população mundial enfrenta para diminuir os efeitos nocivos das mudanças climáticas. Isso envolve investimentos em inovações tecnológicas em vários setores da sociedade: industrial, residencial, energético, comercial, agrícola, transporte. Consequentemente as mudanças de comportamentos estarão nesse contexto. Um desafio particular dentro de um desafio maior.  A eletrificação crescente das economias é um caminho sem volta.  Esse processo, no entanto, só ocorre em um ritmo adequado com um processo coordenado de implementação de políticas públicas pelos governos. A meta é alcançar novos dispositivos, equipamentos e materiais aptos a suprir as necessidades humanas e que diminuam os gases de efeito estufa. Há, ainda, uma importante necessidade de incrementar a formação educacional e profissional da população, sobretudo os jovens que vão ingressar neste mundo rodeado de novas tecnologias. Mas a sociedade, como um todo, também necessita de estar preparada para aceitar e usar as novas tecnologias, ou seja, o processo de socialização ao acesso do produto da inovação tem que estar na elaboração de políticas públicas.  

O apagão na política energética no Brasil

In energia on 03/12/2020 at 16:50

Neste vídeo do Canal IE, uma mesa-redonda de professores e pesquisadores do Grupo de Economia da Energia da UFRJ analisa o contexto do setor de energia no Brasil e no mundo e chama a atenção para a extrema gravidade desse contexto e da completa ausência de política energética no País. Helder Queiroz, Marcelo Colomer, José Vitor Bomtempo, William Clavijo, Carlos Felipe Lodi, Clarice Ferraz e Ronaldo Bicalho debatem e Renato Queiroz modera.

Também em podcast em todas as plataformas.

A modernização do setor elétrico brasileiro

In energia elétrica on 22/11/2020 at 16:15

Ronaldo Bicalho

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Um setor elétrico pode escolher ser mais ou menos moderno, mas ele não pode deixar de ser contemporâneo e ignorar sua circunstância. Ele precisa responder às questões colocadas pelo seu tempo e lugar.

A agenda real do setor elétrico no mundo hoje é definida a partir da transição energética, fruto da urgência do enfrentamento da crise climática. No caso desse setor específico, essa transição é sinônimo de descarbonização da matriz de geração de eletricidade, implicando em mudança radical da sua base de recursos naturais, com a retirada do seu pilar tradicional, que são os combustíveis fósseis.

Por outro lado, a agenda real do setor elétrico brasileiro hoje é definida a partir do esgotamento do seu modelo hidroelétrico tradicional, que impõe a configuração de uma nova matriz de geração de eletricidade e, portanto, de uma nova base de recursos naturais para o setor. Mudanças impostas pela perda do papel da energia hidráulica como pilar central de sustentação da base tradicional, fruto do esgotamento dos mecanismos clássicos de mitigação do risco hidrológico, resultante da perda de capacidade de regularização dos seus reservatórios.