Grupo de Economia da Energia

Vídeos e podcasts do GEE

In energia on 23/03/2021 at 11:41

Os vídeos do Grupo de Economia da Energia (GEE) podem ser encontrados no YouTube no Canal IE – UFRJ na playlist “Grupo de Economia da Energia” e os podcasts no GEE Energia em todos os agregadores. Clique nas imagens abaixo e assista os últimos vídeos disponíveis. Clique na versão em áudio e ouça o podcast.

Privatização da Eletrobras: A Crise Contratada. Versão em áudio.

A Bioeconomia e as Oportunidades para a Agenda de Inovação no Brasil. Versão em áudio.

As Sanções Americanas e a Indústria Petrolífera Venezuelana. Versão em áudio.

As Lições do Desastre elétrico no Texas. Versão em áudio.

Por Que a Indústria de Gás no Brasil Não Decolou e Nem Vai Decolar Com a Nova Reforma. Versão em áudio.

O Desmonte do CEPEL e o Papel da Inovação na Transição Energética. Versão em áudio.

A Falsa Modernização do Setor Elétrico Brasileiro. Versão em áudio.

Os Desafios da Transição Elétrica e a Privatização da Eletrobras. Versão em áudio

A Biorrefinaria de Pomacle-Bazancourt (França): Algumas Lições para a Bioeconomia no Brasil. Versão em áudio

O Apagão na Política Energética no Brasil. Versão em áudio

A indústria de gás natural em 2020

In gás natural on 15/07/2021 at 19:47

Marcelo Colomer

O gás natural talvez tenha sido o combustível fóssil com maior resiliência durante o ano de 2020. Isto é, apesar da queda do consumo de 2,3%, a mesma verificada na crise financeira de 2009, a participação do gás natural na matriz energética mundial manteve seu crescimento, atingindo 24,7%. (BP, 2021)

O consumo de gás natural se reduziu basicamente em todas as regiões, com exceção da China e do Iran que viram o consumo do energético aumentar em 6,9% e 4,0% respectivamente. Nos EUA e na Europa, a redução do consumo foi respectivamente de 2,6% e 2,5%. (BP, 2021)

A produção mundial de gás natural em 2020 acompanhou a queda da demanda se reduzindo em 3,3%. Na Rússia e nos EUA, essas quedas foram de 41 e 15 bcm, respectivamente. Seguindo a tendência da produção, houve uma redução dos esforços exploratórios o que levou a uma redução das reservas provadas de 2,2 Tcm (BP, 2021). Atualmente a relação reserva produção (R/P) no mundo é de 48 anos, com destaque para o oriente médio (110 anos). 

Privatização da Eletrobras: a crise contratada

In energia elétrica on 31/05/2021 at 02:00

Ronaldo Bicalho

A garantia do abastecimento da energia necessária para o desenvolvimento econômico e para o bem-estar da sociedade é uma preocupação central de qualquer Estado Nacional ao redor do mundo. 

O Estado, independentemente da sua maior ou menor participação direta na garantia do suprimento, é o garantidor final da segurança energética. Sobre ele, Estado, em particular o Governo de plantão, é que sempre recai a responsabilidade das crises de abastecimento. Crises que cobram um custo político elevado e impõem fragorosas derrotas eleitorais àqueles que têm a obrigação de evitar esses desastres energéticos e não o fazem.

No Brasil está em curso a mudança de política energética mais radical dos últimos noventa anos. A privatização da Eletrobras representa uma inflexão drástica na histórica e bem-sucedida estratégia de garantia do abastecimento energético do Estado brasileiro iniciada nos anos 1930s.

Primeiramente regulatória, mediante a implantação do Código de Águas em 1934, e em seguida produtiva, mediante a criação da CHESF em 1945, a intervenção do Estado se tornou desde então fundamental na garantia do suprimento elétrico necessário para o desenvolvimento econômico do País. O reconhecimento de que o setor privado não era capaz de suprir a energia elétrica demandada pela forte industrialização e urbanização em curso sustentou durante décadas essa intervenção.