Grupo de Economia da Energia

Os condicionantes da política energética do setor de petróleo nas últimas décadas

In energia, petróleo on 17/04/2019 at 11:13

Por Marcelo Colomer e Helder Queiroz

marcelo042019Desde a Cúpula da Terra do Rio em 1992, as preocupações sobre o aquecimento global e suas consequências sobre as mudanças climáticas vêm norteando as políticas econômicas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Posteriormente, novos acordos (Protocolo de Kyoto em 1995, acordo de Paris em 2015 entre outros) ratificaram os compromissos assumidos pelos países partes em direção a uma trajetória de desenvolvimento sustentável, colocando os setores de energia no centro do processo de “descarbonização” da economia.

Dentro desse contexto, o termo transição energética passou a ser amplamente utilizado para referenciar o processo de mudança da matriz energética mundial em direção às fontes renováveis e de baixo teor de carbono. No entanto, quando analisamos historicamente a trajetória de desenvolvimento do setor de energia em alguns países, percebemos que o conceito de transição energética apresenta um espectro mais amplo de transformações sociais, políticas, tecnológicas e econômicas não sendo um fenômeno tão recente quanto a literatura sobre mudanças climáticas tenta passar.

7º Encontro Latino Americano de Economia da Energia – Buenos Aires

In energia on 10/04/2019 at 12:45

Por Luciano Losekann

luciano042019O tema do 7º ELAEE foi “Descarbonização, Eficiência e Acessibilidade: Novos Mercados de Energia na América Latina” e discutiu as mudanças das indústrias globais de energia e os desafios impostos aos países da América Latina. A conferência contou com cerca de 300 participantes e foi presidida por Daniel Perczyk, Gerardo Rabinovich e Fernando Navajas.

A programação da conferência incluiu nove sessões plenárias, 31 sessões simultâneas, duas mesas redondas e duas sessões de póster para estudantes.

Adonis Yatchew apresentou a sessão de abertura, intitulada ““Fake News, Big Ideas – What Everyone Needs to Know About Energy””. A apresentação incluiu aspectos institucionais e tecnológicos da evolução da indústria de energia. Do ponto de vista institucional, Adonis Yatchew mostrou como a questão mais relevante, qual o papel do Estado, foi respondida ao longo do tempo. Primeiro, as falhas de mercado justificaram a intervenção do governo. Após a década de 1970, ficou claro que o governo também falha.

Bioeconomia em construção 17 – Dilemas nas inovações em bioprodutos: o papel estratégico das aplicações

In biocombustíveis on 03/04/2019 at 15:24

Por José Vitor Bomtempo, Fábio Oroski e Maurício Maturana (*)

vitor042019Na postagem anterior desta série exploramos os desafios que se colocam para a difusão dos bioplásticos. Essa questão pode ser estendida para os bioprodutos em geral. Uma pesquisa recente para uma dissertação defendida na Escola de Química intitulada “Dilemas Estratégicos na Difusão de Inovações em Bioprodutos” explorou os desafios que se colocam para a difusão das inovações de produto na bioeconomia. A conclusão principal da pesquisa é que esses dilemas se resolvem pela compreensão das aplicações a que se destinam os bioprodutos e não pelas características da molécula em si.

Tem sido frequente na construção da bioeconomia a discussão sobre quais serão os bioprodutos vencedores, aqueles que se colocam como as apostas certas para os inovadores e os formuladores de políticas públicas. Desde o relatório clássico do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) de 2004 que identificou 12 biomoléculas promissoras, o tema tem sido objeto de artigos como o de Bozell e Petersen,2010, revisitando a lista de moléculas proposta pelo DOE. Relatórios como o Sugar Platform 2015 e mais recentemente Insighs into the European Market for bio-based chemicals, têm colocado o problema do ponto de vista das iniciativas da Comunidade Europeia. Vale ressaltar que ao longo do tempo, diante do aprendizado no desenvolvimento de algumas dessas oportunidades, a abordagem sobre os desafios nas inovações em bioprodutos tem se tornado mais elaborada, levando em consideração aspectos mais relacionados a sua inserção nos mercados. Afinal, como os inovadores devem organizar suas estratégias para viabilizar as inovações em bioprodutos?