Grupo de Economia da Energia

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Desafios do descomissionamento de projetos na indústria de petróleo offshore

In petróleo, Uncategorized on 01/11/2017 at 16:14

Por Marcelo Colomer e Edmar Almeida

Até recentemente, pouca importância vinha sendo dada aos custos associados à atividade de descomissionamento na indústria de petróleo. O reduzido número de projetos offshore em águas profundas descontinuados até 2016 e o menor custos de desmobilização das infraestruturas onshore explicam o diminuto espaço dado ao planejamento das atividades de descomissionamento nos planos de negócios das principais empresas petrolíferas.

Essa situação, contudo, vem se alterando nos últimos anos. O crescimento do número de projetos de descomissionamento no Golfo do México e no Mar do Norte vem chamando a atenção do setor petrolífero para o impacto econômico de tais atividades. Segundo a IHS (IHS, 2016), atualmente se descomissiona no mundo cerca de 120 projetos offshore por ano. Nos próximos 5 anos, estima-se que serão desmobilizados cerca de 600 projetos. Nesse contexto, o planejamento das atividades de desmobilização das infraestruturas de produção vem se tornando cada vez mais uma prioridade comercial para os operadores offshore. Continue lendo »

A importância das instituições para a transição energética brasileira

In energia elétrica, Uncategorized on 29/03/2017 at 16:14

Por Clarice Ferraz

Em postagens dos dias 28/09/2015 e 13/07/2015, discutimos aspectos da transição energética e das adaptações à organização do setor elétrico que ela impõe. Na presente postagem, nos dedicamos com mais profundidade à análise das mudanças institucionais que devem ocorrer para que o País avance rumo à descarbonização do seu sistema energético.

Tem-se criado um consenso quanto à necessidade de reforma do sistema elétrico brasileiro (SEB). O marco regulatório, adotado há dez anos, apresenta diversos sinais de esgotamento, tais como desequilíbrios de preços e dificuldade na integração de novas tecnologias de energias renováveis.

As reformas dos mercados de eletricidade são extremamente complexas. É preciso encontrar desenhos de mercado capazes de garantir o equilíbrio do sistema (nos curto, médio e longo prazos), incorporar restrições ambientais (restrições físicas e metas de descarbonização) e atender a demanda, crescente, que muda de perfil. Os múltiplos desafios exigem nível muito elevado de coordenação para serem alcançados, dada a complexidade do conjunto de variáveis supracitadas.

As mudanças que ocorrem no portfólio de recursos da indústria, por sua vez, provocam importantes impactos nos mercados de energia. O aumento da geração intermitente pede ajustes para permitir que os operadores de sistemas adquiram serviços essenciais de confiabilidade para fazer face a episódios de ramping e de ausência de geração, e, também, para compensar os geradores que fornecem esses serviços. Continue lendo »

Pobreza energética, bem-estar e desigualdade

In energia, Uncategorized on 14/03/2016 at 00:15

Por Michelle Hallack e Beatriz Marcoje (*)

michelle032016Este texto busca analisar a questão da pobreza energética a partir da perspectiva do consumo de energia elétrica como meio de garantir o bem-estar dos indivíduos. Identificaremos neste texto como uma definição restrita de pobreza pode motivar um desenho pouco adaptado de políticas de pobreza. Em particular, mostramos como políticas estruturadas sobre a ideia de que a pobreza energética está associada a um baixo consumo de energia (a qual é a hipótese sobre a que se constroem as políticas de pobreza energética no Brasil) não serão suficientemente efetivas.

O excesso de calor é reconhecido como um vilão para a saúde, podendo causar diversos efeitos negativos. O corpo humano mantém sua temperatura interna em torno de 37ºC. Frequentemente, um aumento da temperatura significa um aumento da irritabilidade, menor capacidade de concentração, diminuição da capacidade de trabalhar, alterações nos batimentos cardíacos e na pressão. Quando o ambiente esquenta o corpo tende a esquentar também, mas o “termostato” corporal trabalha para diminuir esta temperatura. A capacidade do corpo em manter a temperatura, os efeitos do trabalho de resfriamento corporal e os efeitos de uma maior temperatura diferem de pessoa para pessoa. Normalmente, as pessoas mais velhas, crianças e pessoas com condições especiais de saúde (problemas cardíacos, obesidade, problemas mentais …) são mais suscetíveis ao excesso de calor. Já em 1982, Kalkstein e Valimont (1982) chamam a atenção para os problemas do calor na saúde humana: o trabalho sublinha que nos Estados Unidos as ondas de calor tinham mais impacto na mortalidade que as ondas de frio. Continue lendo »