Grupo de Economia da Energia

Centros Tecnológicos da Eletrobras: Uma oportunidade no pós-pandemia

In energia elétrica on 13/04/2020 at 17:45

Por Renato Queiroz

 A economia mundial sente fortemente os reflexos da epidemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19). A notícia dessa infecção chegou ao público em dezembro de 2019, vinda da China. As consequências desse fato, que se espalhou rapidamente pelo planeta, levou a uma desaceleração das atividades econômicas, inicialmente na China, mas que se difundiu em um mundo globalizado.

Outras implicações já estão sendo impostas aos países, quanto às percepções da necessidade de políticas públicas eficazes e a atuação mais forte do Estado nos setores estratégicos. Nesse contexto a atuação de Estatais do setor energético poderão ser alavancas no pós-pandemia, pois uma estrutura já existente diminui esforços na busca de inovações tecnológicas e na diminuição da dependência. É o caso da Eletrobras com seus Centros de Pesquisas, no que se refere ao setor elétrico.

Uma questão importante é a ilusão de que os esforços obtidos na transição energética dos fósseis para renováveis devam ser postergados, sobretudo por questões econômicas. A pandemia já é estudada por especialistas como consequência das ações nocivas ao meio ambiente. Afinal a crise climática pode levar a uma estagnação da economia, como está sendo com a pandemia atual. A pressão dos Organismos Internacionais pode, inclusive, acelerar as ações que aumentem a participação de renováveis nas matrizes energéticas dos países.

O objetivo desta reflexão é que, no caso do setor elétrico brasileiro, o uso dos laboratórios da Eletrobras pode ser uma das saídas para acelerar o maior acesso às novas tecnologias, sobretudo no segmento renovável. O fato é que a dependência tecnológica, percebida pela crise atual, afeta a própria soberania nacional.

A INDEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA. O EXEMPLO DA CHINA

“A tecnologia move o mundo”. Steve Jobs

 A desaceleração das atividades econômicas na China vem afetando, também, o setor de energia. Por exemplo, o segmento de renováveis com sua ampla gama de produtos, não somente para o grande mercado chinês de eletricidade, mas também para os mercados do mundo globalizado é um dos prejudicados. Os setores produtivos da China foram fortemente afetados, atingindo o segmento exportador que abarca peças, equipamentos, produtos que alimentam as próprias filiais de empresas chinesas em outros países. Os países dependentes de insumos e produtos tecnológicos da China vão buscar saídas, certamente. O Brasil já deveria ter trabalhado em suas políticas públicas, de modo que o processo de globalização não reduzisse os atributos de sua soberania no campo da inovação tecnológica. Caiu, no entanto, na armadilha da desindustrialização de segmentos com conteúdo tecnológico.

Um exemplo importante vem da própria China que criou um polo tecnológico, em poucos anos, na cidade de Shenzhen. Chamada de “Vale do Silício da China”, a região de Shenzhen, responde por 90% da produção de eletrônicos vendidos no mundo. A cidade é sede de várias empresas de tecnologias como: JXD (empresa que produz smartphones, tablets, e outros dispositivos eletrônicos), Hytera (fabricante de radiocomunicadores e sistemas de rádio), CIMC ( fabricante de  cascos de  navio-plataforma, como a P-71 que a Petrobras importou recentemente), Tencent (proprietária do aplicativo (app) mais popular da China, WeChat), Huawei (fabricante  de smartphones e produtos tecnológicos afins), DJI (maior fábrica de drones da Terra), Foxconn (grande fabricante de iphones), BYD (fabricante de veículos elétricos, paineis fotovoltaicos e sistemas de armazenamento de energia), Hasee (fabricante de computadores pessoais),  ZTE (segunda maior empresa de telecomunicações chinesa) e outras.  

Importante assinalar que, em Shenzhen, encontra-se a maior fábrica, BYD Co Ltd, de veículos elétricos do mundo e que também produz painéis fotovoltaicos. Essa empresa tem negócios importantes com o Brasil. Em 2016 a BYD inaugurou sua primeira unidade para montagem de chassis de ônibus 100% elétricos em Campinas, São Paulo, a BYD Brasil.  Em 2017 essa mesma empresa inaugurou sua fábrica de painéis solares também em Campinas, ou seja, a matriz exporta componentes para suas fábricas no Brasil.

Ainda não há uma avaliação da magnitude das restrições nas linhas de produção das empresas que usam as matérias – primas vindas da China.  Mas, no caso do Brasil, um alerta está no radar, pois o ritmo da produção de painéis solares e de veículos elétricos pode ser impactado, dependendo do tempo da crise. Os números divulgados sobre as exportações da China, nos 2 primeiros meses de 2020, apontam para uma queda de cerca 17 % e a produção industrial daquele País recuou 13,5% no primeiro bimestre de 2020, em relação ao igual período de 2019.

 O Brasil não importa somente produtos para as montadoras chinesas aqui estabelecidas, mas também produtos chineses acabados que também tiveram queda em sua produção.

A cidade de Shenzhen se tornou um polo tecnológico em pouco tempo.  Em 1979 era uma pequena cidade de cerca de 30 mil habitantes e atualmente possui mais de 12 milhões sendo um polo extraordinário de tecnologia.

A China, entre as suas prioridades, revolucionou o sistema educacional, aportando investimentos em educação especializada e preparando profissionais qualificados para trabalharem em polos tecnológicos como esse. Assim, em pouco tempo, foi criando uma massa crítica de mão de obra especializada. Entre 2010 e 2015, aportou bilhões de dólares anualmente, em universidades locais, e também enviou alunos para instituições internacionais. Em paralelo o País estruturou um sistema de benefícios fiscais para atrair investidores em empresas de tecnologias de ponta, criando incentivos. Em pouco tempo a região de Shenzhen superou o Vale do Silício na geração de riqueza.

A China é o maior exportador mundial de mercadorias, com os embarques representando quase 20% do seu produto interno bruto (PIB) e, em uma crise mundial como essa, o Brasil a cada dia vai ficando em uma situação de postergação de metas em determinados segmentos produtivos pela dependência tecnológica.  Ao contrário do que seria esperado, o Brasil trilhou um processo de forte desindustrialização de segmentos tecnológicos.  A desindustrialização é um processo natural, em determinados segmentos, à medida que a renda cresce, segundo economistas. Mas o que é grave é que esse processo vem ocorrendo em setores intensivos em tecnologia e conhecimento. “Os formuladores de políticas deveriam se atentar para a desindustrialização não atingir prematuramente o núcleo dinâmico em termos de tecnologia e mão de obra qualificada da indústria brasileira, como de fato já vem ocorrendo (MORCEIRO et GUILHOTO,2019).”

Assim, exemplos como o do polo da região de Shenzhen, deveriam ser estudados pelos formuladores de políticas públicas. Afinal, toda grave crise acaba trazendo reflexões e lições. No caso brasileiro, essa dependência de produtos e/ou de matérias-primas é uma das questões que as políticas públicas devem priorizar no pós crise. O País até hoje não desenvolveu um processo de desenvolvimento tecnológico focado e coordenado, de acordo com o tamanho do seu mercado interno. É dependente de produtos com tecnologias e matérias-primas vindos de outros países.

A China teve uma estratégia de expansão de sua presença global, por meio de fortes empresas estatais, atuando no âmbito nacional, regional e global. Essa estratégia levou o País a uma independência tecnológica vitoriosa.

No Brasil, por exemplo, os chineses privilegiam os investimentos diretos nos setores de logística e energia, bem como na aquisição de ativos empresariais em setores selecionados. Em 2019, investimentos do país asiático no Brasil atingiram cerca de US$ 2,0 bilhão e o setor de energia foi o que mais atraiu os chineses na última década. Alguns líderes mundiais já perceberam que essa crise vai mostrar que os Estados nacionais continuam a desempenhar papel de grande relevância na formulação de estratégias geopolíticas. O presidente francês Emmanuel Macron, em cadeia de rádio e televisão em 12 de março passado, declarou que há falhas no modelo neoliberal. A crise atual mostra que o processo de saída do Estado de praticamente toda a economia, tônica em vários países, vai ser repensado.

Uma questão que se coloca é:  como o Brasil pode buscar a diminuição rápida da dependência tecnológica em diferentes setores econômicos no pós-COVID 19?

CENTROS DE PESQUISAS DA ELETROBRAS COMO TÁTICA NO PÓS-COVID 19

“Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.” William Shakespeare

 No campo da energia elétrica, uma proposta de inovação tecnológica seria o Estado apoiar-se nas estruturas dos laboratórios da Eletrobras e nas experiências acumuladas em estudos técnicos de planejamento que a Empresa desenvolveu através das suas subsidiárias. A Eletrobras tem laboratórios especializados, que a maioria dos políticos não conhece, que podem alavancar, em um tempo mais reduzido, as pesquisas tecnológicas de importância no setor elétrico, produzindo protótipos de equipamentos e de novas tecnologias renováveis de energia. Nesse contexto a Eletrobras poderá inclusive constituir programas de pesquisas em parcerias com outros Institutos nacionais e/ou internacionais, com universidades e mesmo desenvolvendo empreendimentos conjuntos (joint ventures) com Empresas privadas de tecnologias. O importante é o País, em um período curto, estruturar uma política industrial-tecnológica com o objetivo de reduzir os desníveis tecnológicos. A estrutura dos laboratórios da Eletrobras pode servir de base para várias frentes que atendam ao futuro do setor elétrico brasileiro. Afinal, as metodologias e capacitação para pesquisas são inerentes da cultura de cada  Empresa do Grupo Eletrobras.

O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL – de pesquisa aplicada em sistemas e equipamento elétricos vem ao longo dos anos concebendo soluções tecnológicas voltadas à geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica no Brasil.  Criado na década de 70 tem ampla experiência para realização de serviços especializados laboratoriais. O Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas, em Goiânia, tem dois laboratórios: um de concreto e geotécnica reconhecido como um centro de excelência no Brasil onde são realizados ensaios de engenharia de material, testes e análises do comportamento do concreto em obras de engenharia, etc. E o outro laboratório é o de aerodinâmica criado em 2018. Após dez anos de pesquisas, obteve-se o primeiro túnel de vento voltado à geração eólica. Com isso há possibilidades de estudar as estruturas para a geração de energia e submetê-las à ação do vento. A empresa Furnas, na concepção desse laboratório, constituiu uma estrutura para realizar modelos reduzidos de torres eólicas que permitirão monitorar o comportamento da torre efetiva,  através de um protótipo (AGÊNCIA BRASIL 2018). Ainda, na usina de Furnas,  encontra-se o Laboratório de Medidas Elétricas e Eletrônicas,  onde são realizados ensaios e medições em equipamentos eletroeletrônicos e de telecomunicações. Nesse laboratório também são desenvolvidos métodos para programação de manutenção em sistemas de geração. Outro exemplo é o Laboratório de Modelos reduzidos de hidrelétricas situado no Rio de Janeiro. Nesse laboratório são representadas as usinas hidrelétricas em escala. Os modelos reduzidos reproduzem a topografia real dos rios e têm importância nos estudos do desempenho das plantas de geração construídas em diversas partes do país. Outros laboratórios de outras empresas da Eletrobras poderiam ser citados.  Esses exemplos, porém, já são suficientes para mostrar que o Estado brasileiro, através de uma empresa estatal, tem centros tecnológicos importantes que podem alavancar outras pesquisas no campo da energia. Esses laboratórios tornam-se primordiais na promoção de um desenvolvimento tecnológico que interessa ao Estado brasileiro, na busca de uma independência tecnológica através de desenvolvimento de equipamentos e peças, sobretudo, no segmento de fontes renováveis de energia elétrica, cuja Eletrobras tem experiência histórica.

Vale lembrar que o diretor executivo da IEA, Agencia Internacional de Energia, declarou recentemente que a crise de coronavírus é uma “excelente oportunidade para acelerar a transição energética global. As energias renováveis desempenham um papel central nos planos dos governos e que trariam benefícios adicionais ao estimular economias”.  

CONCLUSAO:

“Aquele que se recusa a abraçar uma oportunidade única perde o prêmio tão seguramente como se tivesse falhado.” William James

A Eletrobras tem capacidade técnica e financeira para participar de um processo mais acelerado de inovação tecnológica após a atual crise. A empresa pagou dividendos à União de R$ 10,8 bilhões entre 2003 a 2018 (ILUMINA 2019). Em 2019 a Eletrobras aportou quase R$ 700 milhões nos cofres da União e apresentou um lucro recorde em 2018 de R$ 13,3 bilhões (ILUMINA 2020). O indicador dívida líquida/Ebitda caiu de 2,1 vezes, em 2018 para 1,6 em 2019. (ELETROBRAS 2020). A Empresa é eficiente, se compararmos a relação empregado/MW instalado, com empresas estrangeiras, apresentando menor índice (ILUMINA 2019).

A Empresa tem capacitação técnica na geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, com participação de cerca de 1/3 do total da capacidade instalada do país, sendo a maior empresa brasileira de transmissão de energia elétrica responsável por quase 50% das linhas com tensão maior ou igual a 230kV no país. Tem concessão de operação e manutenção de 301 subestações e 54 em parcerias. A Empresa opera quatro interligações de médio e grande porte com outros países da América do Sul. Tem Centros Tecnológicos (laboratórios especializados), como o texto cita acima, que poderá permitir um salto no desenvolvimento nas inovações no campo da energia elétrica.

A crise do COVID 19 levanta algumas questões e revela:

  • A dependência do Brasil em relação aos produtos importados no que tange às tecnologias renováveis, como, por exemplo, veículos elétricos e painéis solares.
    • A necessidade de romper os paradigmas que são apresentados em relação ao papel do Estado com uma ampla discussão sobre a sua forma de participação do Estado em diversos segmentos econômicos.
  • O papel preponderante do Estado na diminuição da dependência tecnológica em vários setores econômicos.
  • A crise climática pode levar a uma estagnação da economia a exemplo do COVID 19. Um cenário plausível serão as fortes pressões de organismos internacionais para o aumento da participação de fontes renováveis nas matrizes energéticas.
  • A Eletrobras através de seus laboratórios de pesquisas pode ter um papel importante, no pós COVID 19, seja no desenvolvimento de metodologias para um processo acelerado de inovação tecnológica, seja na produção de protótipos de equipamentos e de plantas piloto de novas fontes renováveis.

O Estado é o responsável principal para promover a segurança energética à sua população e deve desenvolver instrumentos para permitir ações estratégicas de longo prazo, independentemente de governos (QUEIROZ 2010). 

No setor elétrico as tecnologias renováveis são dependentes de produtos importados. O Estado, no entanto, deverá liderar o desenvolvimento de novas tecnologias e de produção interna de peças para uso em equipamentos de geração e transmissão.

As equipes da Eletrobras poderão proporcionar ao País um processo acelerado das etapas de pesquisas básicas aplicadas e de desenvolvimento com protótipos, que são fases anteriores à fabricação das peças e equipamentos. As estruturas já foram estabelecidas, há anos, com metodologias de pesquisas testadas que, inclusive, podem ser adaptadas dependendo do caso.

Nesse contexto é necessária uma ampla discussão sobre o papel da Empresa, capacitar seus atuais e novos profissionais para esse desafio. E, por fim, um ponto importante será  regular o poder do sócio majoritário nas decisões da Empresa com mecanismos de avaliações das grandes decisões. Afinal a Eletrobras passou, em passado recente, por experiências de parcerias com empreendedores privados que levaram as suas empresas a terem taxas de retorno negativas.

O escritor e professor Yuval Harari  declarou que “a mobilização global em torno da atual pandemia não terá implicações apenas na forma como organizamos nossos sistemas de saúde, mas também deve moldar a maneira como estruturamos a economia, a política e a cultura para o futuro — tudo isso com base em decisões rápidas e emergenciais….” (Harari 2020).

Referências:

  1. AGENCIA BRASIL (2018). Disponível. https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-12/furnas-inaugura-tunel-de-vento-para-pesquisas-de-geracao-eolica
  2. BIROL (2020). Recharge.“Coronavirus crisis an excellent opportunity to speed global energy transition”., march 15,2020 . Disponível: https://www.rechargenews.com/transition/coronavirus-crisis-an-excellent-opportunity-to-speed-global-energy-transition-birol/2-1-774042
  3. ELETROBRÁS (2020), Agência Notícias. Disponível: https://eletrobras.com/pt/Lists/noticias/ExibeNoticias.aspx?ID=1081
  4. HARARI, Yuval (2020), Disponível: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/28/guru-dos-nossos-tempos-yuval-harari-aponta-os-cenarios-pos-pandemia.htm
  5. ILUMINA (2019), ARAÚJO, Roberto. Porque a privatização brasileira precisa da mentira para se justificar? Disponível : https://www.ilumina.org.br/porque-a-privatizacao-brasileira-precisa-da-mentira-para-se-justificar/
  6. ILUMINA (2020), IKARO, Chaves et SOUSA, Felipe. Para justificar a entrega da Eletrobras o Governo mente. Disponível: https://www.ilumina.org.br/para-justificar-a-entrega-da-eletrobras-o-governo-mente/
  7. MEDEIROS, CARLOS AGUIAR (2004). O desenvolvimento tecnológico americano no pós-guerra como um empreendimento militar. Disponível: https://franklinserrano.files.wordpress.com/2017/05/medeiros-2004-o-desenvolvimento-tecnolc3b3gico-americano-no-pc3b3s-guerra.pdf
  8. MORCEIRO, Paulo Cesar et GUILHOTO Joaquim Jose (2019) – TD Nereus (2019) . Desindustrialização setorial e estagnação de longo prazo da manufatura brasileira Disponível: http://www.usp.br/nereus/wp-content/uploads/TD_Nereus_01_2019.pdf
  9. QUEIROZ (2010). Segurança Energética. Blog Infopetro GEE/ IE/UFRJ postagem publicada em 05/04/2010.

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  1. Belíssima análise.
    Ao mesmo tempo em que se verifica a profundidade da análise exposta, fácil se torna constatar a existência de gente capacitada para tal mister em terras brasileiras.
    No entanto, há que se buscar dentre profissionais com tal perfil, aqueles que estarão dispostos a se sacrificarem com a incapacidade dos formuladores de políticas públicas brasileiros (se é que há esses tais) em ter uma visão de futuro, um futuro agora já tão presente.
    Até quando o egoísmo se sobreporá a responsabilidade daqueles que detêm o poder temporal, fazendo-os roubar o futuro de uma nação?

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